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Surgimento de novas profissões - Parte I

Surgimento de novas profissões - Parte I

Será que  tecnologia vem mudando radicalmente o modo como trabalhamos? Especialistas da Universidade de Oxford apontam que 47% do emprego atual desaparecerá dentro de uma ou, no máximo, duas décadas. Além disso, 90% das profissões que permanecerão sofrerão alguma transformação e exigirão a incorporação de novas competências. Mas nem tudo é negativo . Novas trabalhos e novas oportunidades também surgirão nos próximos anos. Porém, a nova geração precisa se qualificar, para estar preparada para empregos onde a tecnologia estará cada vez mais presente. Afinal, muitas das crianças que hoje estão nas escolas deverão trabalhar em profissões que hoje ainda nem existem.

Alguns desses novos trabalhos já são uma realidade e podem servir de referência para imaginarmos que tipo de trabalhos estarão disponíveis no futuro. Apresentamos, a seguir, uma seleção de 11 tipos de empregos que estarão disponíveis, à espera de profissionais qualificados, nos próximos anos.

Repare o seguinte: Todas as novas profissões, precisam que o profissional conheça Ciência da Computação. Tenha em mente que os profissionais do futuro estarão competindo com robôs e softwares, e se não estiverem qualificados, ficarão sem emprego. Se você tem filhos ou netos pequenos, nascidos principalmente no século XXI, faça com que eles aprendam Ciência da Computação... 

  1. Analistas e programadores de Internet das coisas (IoT)

Você já deve ter ouvido falar da Internet das Coisas (em inglês, Internet of Things), uma revolução tecnológica a fim de conectar dispositivos eletrônicos utilizados no dia-a-dia, como aparelhos eletrodomésticos, máquinas industriais, meios de transporte, etc, à Internet. Perspectiva-se que no futuro poderemos, por exemplo, usar roupa inteligente que se adapta às características da temperatura ambiente, a necessidade de manutenção de nossos carros será indicada ao passar com o veículo por um sensor, e que poderemos usar os óculos de sol para receber uma chamada de vídeo e que os cuidados médicos poderão ser prestados antecipadamente, graças a diagnósticos mais eficientes e rápidos.

O desenvolvimento dessa tecnologia depende da inovação técnica dinâmica em campos tão importantes como os sensores wireless, a inteligência artificial e a nanotecnologia. Esse setor já empregava 300.000 profissionais especializados em 2014, e a estimativa é que esse número aumentará em 15 vezes em 2020, de acordo com projeções da VisionMobile compiladas pela Universidade de Richmond. Haverá necessidade de profissionais com conhecimentos analíticos, de programação e lógica, que sejam capazes de tirar proveito da chegada dessas tecnologias. Serão trabalhadores formados em engenharia da computação, mas também no resto das engenharias com amplos conhecimentos de programação, sobre a Internet das coisas e, é claro, big data.

2. Cientista de Dados

O chamado big data já é uma realidade do presente. Essa tecnologia gerou um negócio global de mais de 115 bilhões de euros em 2015 e continuará crescendo nos próximos anos. Será aplicada por empresas e administrações de maior ou menor tamanho e seu futuro estará ligado ao desenvolvimento da Internet das coisas. Nessa área trabalham profissionais com conhecimentos analíticos, de programação e lógica. São pessoas formadas em matemática ou estatística, especializadas em aplicar suas disciplinas às novas tecnologias.

3. Roboticista

A robótica movimentará um volume total de 75 bilhões de euros em 2020, de acordo com a Merrill Lynch. Nessa área atuará um profissional com conhecimentos de engenharia e ciências da computação, capaz de aprofundar o desenvolvimento de robôs com estabilidade dinâmica, inteligência e também de criar empatia com aqueles que necessitarem dele. Além da formação básica em engenharia e informática, será preciso que o profissional faça uma permanente revisão dos progressos em áreas como a Internet das coisas, a inteligência artificial e a impressão 3D. O seu sucesso dependerá em grande parte do design de suas criações, o que o obrigará a estar atento às novidades nessa área, e deverá estar o mais familiarizado possível com o corpo e sua mecânica, para que seus robôs se pareçam com um ser humano.

4. Designer de redes neurais robóticas e inteligência artificial

A inteligência artificial movimentará um volume total de 65 bilhões de euros em 2020, sete vezes mais do que hoje, de acordo com dados da consultoria especializada IDC. Para que essa indústria se desenvolva, serão necessárias pessoas especializadas no funcionamento do nosso cérebro e na tecnologia necessária para replicá-lo artificialmente e que esse progresso tenha aplicações concretas e úteis.

O designer de redes neurais deve ter conhecimentos lógico-matemáticos, de programação e, se possível, de filosofia para o desenvolvimento de novas aplicações dessa tecnologia. Essa profissão abre oportunidade para aqueles que estudarem ciências humanas e se formarem em programação de aplicações de inteligência artificial, mas também para aqueles que apostarem na engenharia de computação (e nas disciplinas técnicas). Nesse caso, para conseguir criar um robô que pensa como uma pessoa terão de se basear em determinados ramos das ciências humanas.

Comunidade Empreendedora
Jean Alex Marcondes Maraschin
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A Hope Latin America School, é uma escola de ensino de tecnologia para crianças a partir dos 05 anos, jovens adultos e melhor idade 65+

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